Bem-aventuranças: Sermão escatológico de Jesus

Tempo de leitura: 24 minutos

“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos.” (Mateus 5:1)

Chegou o momento, Jesus iniciou o seu percurso pregando as boas novas do evangelho, foi batizado e conduzido ao deserto para um jejum de 40 dias, padecendo todo tipo de tentação (Mateus 4).

Após o jejum, ele retornou vitorioso para a Galiléia, onde sua primeira ação foi convocar os discípulos e iniciar uma caminhada entre as cidades, pregando a profunda mensagem:

“Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mateus 4:17).

A esse respeito, a Bíblia cita o profeta Isaías:

“O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou.” (Mateus 4:16)

Jesus apresentou-se ao mundo como a Grande Luz, pregando a mensagem do arrependimento e da salvação à um povo em estado de trevas, dominado pelos falsos mestres que eram controlados pelo império romano.

A história do povo de Deus na Bíblia, ou seja, o povo escolhido pela promessa feita por Deus aos descendentes de Abraão, sempre foi representada pela dinâmica de desobediência – dominação – libertação.

Imgem - Bem-aventuranças: Sermão escatológico de Jesus

Ao longo de séculos, eles desobedeciam a Deus, eram dominados por outros povos e escravizados longe da terra prometida, e após um período, Deus levantava alguém para libertá-los.

Esse ciclo aconteceu repetidas vezes pois é o cerne da própria história do homem, de sua queda e aprisionamento no pecado e do plano de salvação de Deus, executado por intermédio de um libertador.

Os acontecimentos bíblicos, desde o início, reforçam aquilo que foi concluído em Jesus:

Só há um meio para sermos libertos e salvos de nossa natureza pecaminosa – pela Fé no Filho de Deus que morreu para, com o seu próprio sangue completamente puro, limpar o pecado do mundo.

A Bíblia é uma história de amor, cuja essência está num único versículo, escrito por João:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

Como iniciou o Sermão Escatológico de Jesus?

Imediatamente após iniciar sua caminhada entre o povo, Jesus passa a ser seguido por multidões, que precisavam de cura e estavam sedentas por ouvir mais de Suas palavras.

É nesse contexto que ele prega o Sermão Escatológico, ou o Sermão da Montanha, a maior pregação de todos os tempos.

A riqueza do sermão escatológico de Jesus é infinita, mas iremos explorar a ideia inicial apresentada, as bem-aventuranças.

A Bíblia relata que todos os que ouviam a sua mensagem, ficavam surpresos com o ensinamento de Jesus, cheio de doutrina e autoridade, diferente dos fariseus e mestres da Lei da época, que pregavam a salvação por meio de seus rituais hipócritas, tentando encontrar a auto justificação. Sobre eles, Jesus diz:

“Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens.

Porquanto vós mesmos não entrais, nem tampouco deixais entrar os que estão a caminho!” (Mateus 23:13)

No sermão do monte, Jesus deixa claro que o valor de alguém não consiste propriamente em suas atitudes perante outras pessoas, mas sim nas intenções de seu coração.

Não basta que, aparentemente, os filhos de Deus sejam caridosos e amáveis.

É necessário que os seus corações sejam puros e que suas atitudes reflitam verdades.

Por conta dessa mensagem, Jesus tornou-se uma afronta aos fariseus da época, que consideravam inaceitável o fato de que a “humildade fabricada” que ofereciam aos céus fosse completamente ineficiente para sua salvação ou santificação.

Até hoje, alguns crentes conservam a ideia de que são capazes de alcançar algum mérito diante de Deus por meio de suas atitudes religiosas, enquanto seus corações estão distantes da misericórdia e do amor de Jesus.

Jesus ensinou ao povo que ouvia seu sermão no monte, e também a nós que buscamos conhece-lo hoje, que somente pela Fé nos tornamos capazes de viver o propósito planejado por Deus para nossas vidas, superando os obstáculos que nos separam da santidade.

A dependência de Deus nos conforta, pois sabemos que temos um Intercessor, um Salvador e alguém que ajuda a carregar nossas cargas.

O que são as Bem-Aventuranças?

As bem-aventuranças são as primeiras palavras do Sermão Escatológico de Jesus.

Elas não são uma doutrina e não possuem o objetivo de estipular regras de comportamento ou de nos permitir alcançar recompensas por boas obras.

As bem-aventuranças de Jesus, na verdade, confirmam que todos estamos sujeitos a encontrar situações difíceis em nosso caminho, porém, com propósitos determinados que glorificam a Deus e que aperfeiçoam nosso espírito.

A bíblia confirma, por meio de Jesus, que temos um Deus que se compadece de nossas fraquezas e nos dá instruções para lidarmos com as dores do mundo, tendo a certeza de que nada é em vão.

Aqueles que estão sofrendo, não estão sendo “castigados “, como muitos tendem a pensar, pois a dor pode alcançar todos nós.

Jesus nos chama de “bem-aventurados” ao passarmos por cada uma de nossas dificuldades pois ele já sabia que passaríamos por elas.

As bem-aventuranças também revelam que a felicidade como indivíduo está intimamente ligada à felicidade de outro.

Presos em nossa natureza pecaminosa e terrena, nos incomodamos ao considerar que temos de ter um espírito humilde, manso e pacífico, que precisamos ser amáveis e pacientes, priorizando o bem dos outros, mesmo que eles nos façam mal.

Isso nos incomoda profundamente porque conhecemos a nossa incapacidade de dar esses frutos sozinhos.

Isso só é possível quando o Espírito Santo age em nossas vidas, pois ele nos ensina a ser mais como Jesus.

Quando Jesus chama de “bem-aventurados” os pobres, os humildes e os que sofrem, Ele não está fazendo pouco caso da dor humana, tornando-a efêmera.

Tendo sofrido em nosso lugar, Ele é capaz de se compadecer.

Foi por esse motivo que Sua mensagem nos trouxe esperança para os inevitáveis momentos difíceis da vida.

Nas bem-aventuranças, Jesus não só nos convida a manifestar uma nova natureza, ele mostra que somos capazes de superar todas as situações de fraqueza em nossas vidas com alegria e ânimo, apenas quando estamos alicerçados em Sua Palavra.

Como diz o Apóstolo Paulo, em sua carta para os Filipenses:

“E estou plenamente convicto de que aquele que iniciou boa obra em vós, há de concluí-la até o Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6)

Conforme vivemos dias difíceis e compartilhamos histórias com nossos irmãos, o Senhor Jesus nos molda à Sua imagem.

É isso que Ele está fazendo com você e comigo.

Vamos agora observar todas as bem-aventuranças de Jesus, em Mateus 5:3-16:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus

 

Essa é a primeira bem-aventurança citada por Jesus em seu sermão, arrisco dizer que as bem-aventuranças seguintes dependem, até certo ponto, dessa.

Parece impossível que alguém tenha um caráter misericordioso e manso junto a um espírito altivo e orgulhoso.

Ser pobre de espírito não é necessariamente algo ruim, você pode ser, ao mesmo tempo, rico em humildade e bom senso.

Podemos encarar os pobres de espírito nos seguintes aspectos:

  1. Uma pessoa dependente de outras pessoas para viver, por plena vontade e não por uma incapacidade física. É preciso entender que não somos seres independentes, Deus nos fez com a capacidade de auxiliar uns aos outros e de não darmos lugar à solidão, aceitar isso é um sinal de espírito quebrantado. Devemos entender, com humildade, que precisamos da companhia, do carinho, da amizade e do cuidado de outros. Também temos de saber que parte da missão constituída por Deus para nós, é a de cuidar e amar verdadeiramente todos ao nosso redor, somos responsáveis por isso.
  2. Algumas situações da vida nos tornam frágeis e necessitados, fazendo com que nosso espírito enfraqueça. Jesus, por exemplo, passou por essa situação no Getsêmani (Mateus 26:36-46). A bíblia conta que, horas antes de seu sacrifício, Jesus estava em grande angústia e pediu forças a Deus para enfrentar aquele momento ou para ser liberto do destino esperado. Contudo, o espírito de Jesus, mesmo fraco, seguiu a vontade de Deus, sendo obediente à sua missão, o que resultou em nossa salvação. Em determinado momento, o apóstolo Paulo também enfraquecido, clama para que o “espinho na carne”, uma aflição que tanto o incomodava fosse removido (2 Coríntios 12:7-9). Deus responde apenas que a sua graça seria o suficiente para enfrentar a dor e incomodo daquele espinho. O resultado da fraqueza de espírito de Paulo foi a salvação de inúmeros cristãos. Ele difundiu a mensagem da cruz aos gentios, nos dando acesso à salvação de Cristo. Aqui aprendemos que, mesmo se estivermos fracos, devemos viver a vontade de Deus e confiar que Ele nos faz fortes.

Tudo o que Jesus faz em nossas vidas possui um propósito, por vezes nossa dor resulta em salvação e alegria para outras vidas.

Em nossa pobreza de espírito, Jesus promete que o reino dos céus será nosso. Quer presente mais especial que esse?

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

Por vezes, acreditamos que o objetivo de nossa vida é que tenhamos motivos para sorrir e oportunidades para aproveitar.

Queremos viver alegremente, temos dificuldade de aceitar o sofrimento como parte de nossas vidas e principalmente de considerar a sua importância.

Devemos, realmente, viver em gratidão e aproveitar as oportunidades que o Senhor nos proporciona, isso não é um problema, mas não podemos esquecer que também encontraremos motivos para chorar.

Existe um problema na filosofia de vida atual, difundida por psicólogos, mentores espirituais, palestrantes, livros motivacionais, pelas redes sociais e até mesmo por algumas igrejas.

A ideia fixa de que conseguiremos o que precisamos para satisfazer nossos desejos e necessidades, utilizando nosso empenho e mantendo pensamentos positivos, é a grande responsável pela frustração de muitos.

Estamos sujeitos a passar por dias duros e difíceis, precisamos saber que só encontraremos a força necessária para viver e aprender com cada um deles em Jesus.

Jesus é capaz de nos fazer encontrar alegria em meio a dor, foi por isso que ele nos chamou de bem-aventurados enquanto choramos.

Ele nos mostra um propósito e um alvo em tudo o que passamos, e nos promete a presença de seu Espírito Santo para nos consolar.

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;

Aqui no mundo, nós valorizamos as pessoas corajosas, foi por isso que criamos inúmeros heróis ao longo da história, todos baseados no arquétipo de salvador, aquele que tem força de enfrentar as regras que não fazem sentido, as autoridades abusivas, os bandidos.

Hoje valorizamos também aqueles que lutam contra os conceitos antiquados e os paradigmas sociais, que nadam contra a corrente e conquistam seu “próprio espaço”, seja na vida corporativa, sentimental, familiar, pública, financeira.

Quando Jesus fala que bem-aventurados são os mansos, Ele não se refere a um indivíduo gentil, tranquilo e apático, mas também não se refere a um herói que enfrenta os problemas utilizando seu poder e força.

Ser manso, na perspectiva cristã, é ter a capacidade de descansar em Deus diante das injustiças do mundo, sabendo que Ele é por nós.

Precisamos direcionar nossas energias para seguir a vontade de Deus, sempre pensando no bem e na paz daqueles que vivem ao nosso redor.

Precisamos ser corajosos para resistir ao mal e às opressões do mundo, mas nossa coragem está ancorada em Deus, não em nossas próprias forças ou conquistas.

Muitas vezes, ser manso também significa que teremos de abrir mão de coisas aqui na Terra que podem ser importantes para nós, a fim de não perdermos a paz.

As situações injustas ocorrem, mas não são motivos válidos para agirmos por conta própria.

Nosso papel é de sempre esperar pela justiça de Deus, vivendo de maneira íntegra. Como diz o Salmo 37:

“Confie no Senhor e faça o bem, e você viverá seguro na terra e prosperará.  Busque no Senhor a sua alegria, e ele lhe dará os desejos de seu coração.  Deixe a ira de lado! Não se enfureça! Não perca a calma; isso só lhe trará prejuízo.  Pois os perversos serão destruídos, mas os que confiam no Senhor possuirão a terra.” (Salmos 37:3-4, 8-9)

Não devemos ter inveja das conquistas mundanas de outras pessoas, e nem nos indignarmos pelas dificuldades que possamos ter.

Deus cuida de nós desde a criação, Ele fez um plano para que possamos nos relacionar como Pai e filho.

É esse Deus que te promete paz e justiça, diante disso, todo o restante não possui mais o mesmo efeito.

O manso é capaz de encontrar satisfação diante de qualquer situação, no muito ou no pouco, pois crê ser o suficiente, pois confia que Deus não está alheio às suas necessidades.

Outro fator importante é que o Senhor Jesus nos orientou a “darmos a outra face” quando somos maltratados.

Não devemos ter uma mentalidade do “olho por olho, dente por dente”, pois nosso coração, ao ser santificado pelo Espírito Santo, sempre preferirá sofrer um dano a causá-lo.

Entenda que você não precisa conquistar mais nada, pois Jesus já conquistou tudo e nos oferece gratuitamente e generosamente.

Quando você vive em mansidão, ele te chama de herdeiro de um novo céu e uma nova terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

Já entendemos que devemos viver em mansidão, com esperança de que a verdadeira justiça está nas mãos de nosso Deus.

Pois nessa bem-aventurança, o primeiro ponto a definir é o peso dos termos fome e sede – essas são necessidades básicas de nosso corpo, pois sem água e alimento não conseguimos sobreviver.

É assim que Jesus espera que encaremos a justiça, como se não conseguíssemos viver sem ela, devemos buscar o que é bom e justo como buscamos nosso sustento em um deserto.

Outro fator sobre essa bem-aventurança, é que a justiça de Deus, assim como os alimentos, fortalece o nosso corpo e nos proporciona crescimento e saúde.  

Além disso, quando falamos sobre “buscar a justiça”, precisamos entender o que significa a justiça.

Ao sermos justos, buscamos viver de uma maneira que agrade a Deus, fazendo apenas o bem ao próximo, conservando a verdade e a santidade como primordiais.

Lembre-se também que Deus não nos chama para a justiça, apenas para que ganhemos segurança, mas principalmente para fazermos a diferença no mundo, nós somos a luz de Deus, não se pode esconder a luz no mundo, ela precisa brilhar.

Alguns podem confundir um viver justo com a auto justificação.

Para evitar essa confusão, precisamos lembrar que somos justificados APENAS pela Fé em Cristo, que comprou a nossa liberdade do pecado e fez justiça por nós, pois alguém precisava pagar pelos nossos pecados, e ele foi capaz de numa única vez, tirar os pecados de todos.

Nada do que você faça poderá te tornar mais justo diante de Deus, porém, um viver justo significa ser diferente dos que são injustos, daqueles que cometem o mal, que não amam a Deus, que são gananciosos, impuros, mentirosos e que fazem mal ao seu próximo.

Não precisamos seguir regras para alcançarmos a justiça perante Deus, mas na verdade, nós precisamos refletir a Sua justiça para o mundo.

O Espírito Santo é responsável por nos ajudar nessa missão.

Vamos nos lembrar do resultado da fome e sede por justiça, nosso Senhor Jesus imputa sua justiça a nós e nos farta com a santidade que buscamos, livrando nosso corpo cansado do pecado e nos dando a alegria de sua plenitude.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

Nas outras bem-aventuranças de Jesus, temos recomendações para os dois principais aspectos de nossa vida, o espiritual e o carnal.

Porém, a capacidade de ser misericordioso, não diz tanto sobre nossa própria vida, mas depende completamente de como nos sentimos em relação ao outro.

A misericórdia que recebemos de Deus, nosso Senhor, nos deu a chance de sermos Seus amigos e chamados de filhos.

Nossa missão, desde então, é de sermos misericordiosos com o próximo.

Jesus não simplesmente pregava uma mensagem sobre o arrependimento, Ele levava as boas-novas!

Curava os doentes, alimentava os famintos e ressuscitava os mortos, nunca foi indiferente ao sofrimento de seu povo, pelo contrário, Jesus é a essência da misericórdia.

Como seus filhos, não precisamos nem mesmo esperar que aqueles que possam ter nos ofendido peçam perdão, ou que aqueles que precisam de socorro peçam ajuda.

Precisamos estar prontos e atentos para entregar misericórdia sempre que for necessário, não importa a quem.

Lembre-se que não importa o tamanho da fragilidade ou da dívida de alguém.

Nós fomos perdoados de uma dívida impagável para com Deus.

Portanto, agora é nossa vez de oferecermos o mesmo tipo amor que recebemos todos os dias, não porque somos capazes, mas porque o Espírito Santo nos capacita.

Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus;

A Bíblia diz que, sobre tudo o que se deve guardar, devemos guardar nosso coração.

Somos atacados em todos os momentos em nosso coração, pois é o local onde as sementes cultivadas em nossa vida criam raízes.

Por isso o inimigo busca plantar sementes de amargura, de inimizade, de impureza e maldade.

Jesus, em determinado momento, estava com seus discípulos e com os fariseus em uma refeição.

E ao ser questionado sobre o motivo de seus discípulos comerem sem lavar as mãos, o que era um costume cerimonial dos líderes religiosos, deu uma lição que devemos lembrar em todos os momentos:

“Não é o que entra no corpo que os contamina;

vocês se contaminam com o que sai do coração. […] pois, de dentro, do coração da pessoa, vêm maus pensamentos, imoralidade sexual, roubo, homicídio, adultério, cobiça, perversidade, engano, paixões carnais, inveja, calúnias, orgulho e insensatez.

Todas essas coisas desprezíveis vêm de dentro; são elas que os contaminam”. (Mateus 7:15,21-23)

De nada vale, se assim for possível, agir com misericórdia, ser dependente das pessoas, buscar a justiça e ser manso, se seu coração estiver repleto de ódio e trevas.

Um coração puro reflete o que Deus deseja para seus filhos.

A santidade vive não apenas em suas atitudes, pois a ação de santificação do Espírito Santo começa dentro de seu coração.

E divide todos os aspectos de seu ser, dando frutos de salvação.

Essa bem-aventurança de Jesus revela que veremos a Deus numa realidade atual e futura,.

Pois vamos nos tornar semelhantes a Ele enquanto estivermos aqui e poderemos nos achegar ao seu trono e vê-lo, quando o momento chegar.

Por mais difícil que seja manter-se puro em nossa natureza corrompida, a recompensa é viver em glória com nosso Deus.

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

A paz de Deus é completa.

É uma paz que não significa uma vida sem conflitos, mas Ele nos permite ter a plenitude de descansar em qualquer circunstância, por mais caótica que seja.

Essa é a paz que os pacificadores devem trazer para o mundo em queda:

Não há problema grande o suficiente, ou distância grande o bastante, para nos fazer afastar da vontade de Deus, somos cheios de esperança, algo que o mundo não entende.

Precisamos também promover a paz sem deixar de lado a glória de Deus como objetivo principal.

Isso significa que, nos casos em que o mundo busca a “paz” com movimentos opostos à natureza de Deus, precisamos manter nossa postura como cristãos.

E é por isso que a Bíblia nos prepara para o ódio e a perseguição, pois os valores de Deus são odiados pelo mundo, dessa forma, seremos constantemente envolvidos em conflitos.

Mesmo que o mundo te persiga e espere que você se rebele contra as injustiças e provocações, não inflame de ira, pelo contrário, ofereça amor e misericórdia.

O mundo não aceitará facilmente a pacificação por meio dos puros de coração e justos, e por rejeitar ao Senhor, viverá em constante guerra. 

Por fim, busque a paz em todas as esferas de sua vida.

Antes éramos considerados inimigos de Deus, mas por meio do sacrifício de Jesus, somos mais do que amigos, somos filhos do Senhor.

Sendo assim, sigamos o exemplo de nosso Pai, que ofereceu gratuitamente a reconciliação:

Busque sempre ser um ponto de paz aonde quer que esteja, a luz de transformação num mundo de trevas.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, falarem todo mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

Essa é a última bem-aventurança de Jesus, e para nós, ela é mais uma preparação.

Desde que Jesus disse isso, muitos se sacrificaram para levar o amor de Deus, desafiando os padrões do mundo e vivendo em obediência ao Senhor.

Jesus quis, com as bem-aventuranças, garantir que nosso coração entenda que independentemente das situações que enfrentaremos nesse mundo para cumprir nossos propósitos, nada irá afastar-nos de seu amor e do que preparou para nós.

No sermão escatológico de Jesus não há nenhuma margem para barganha.

Não há nada que possamos fazer para exigir mais de Deus e não há nada que possamos viver que nos afastará de seu amor, se confiarmos em suas promessas.

Lembre-se sempre que somos mais do que vencedores por meio de Jesus, que nos amou.

Existem várias maneiras com as quais somos perseguidos, por exemplo, igrejas cristãs em alguns lugares do mundo estão sofrendo ataques violentos nesse exato momento.

Mas se você acha que isso acontece só em locais distantes, basta se lembrar de suas próprias experiências.

Dos colegas de trabalho e escola, ou de sua família, dos programas de TV e daquele cantor famoso, todos questionando a Fé em Jesus.

Alguns garantem que somos preconceituosos e que os males do mundo são um reflexo de nossas atitudes.

Não precisamos ir muito longe para ver que, a cada momento, somos menos queridos.

Portanto, esteja ciente de que as perseguições são reais, porém nem mesmo a pior delas é capaz de te afastar do propósito de Jesus.

Exulte e alegre-se, pois as perseguições são a confirmação de que grande é o galardão que nos espera no céu.

Resplandeça a sua luz

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar?

Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;

Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 5:13-16)

Jesus conclui as bem-aventuranças reforçando que devemos ser luz, que devemos salgar.

Não basta que sejamos uma baita lamparina se estamos escondidos debaixo da cama, e não basta sermos sal se estivermos estragados e não deixarmos a comida saborosa.

Nosso papel, como filhos amados e bem-aventurados de Deus, é de agirmos no mundo.

Não estamos aqui para receber bênçãos, ou para conquistarmos bens.

Estamos aqui para sermos parte do plano de salvação de Jesus, somos escolhidos para multiplicar o seu amor e carregarmos a sua vontade em nossa vida.

Ser bem-aventurado significa dor e perseguição, mas significa também que somos filhos de Deus,.

Recebedores de misericórdia, perdoados, em tudo consolados, infinitamente amados e cheios de uma paz e de uma esperança que não podem ser explicadas.

Deus te abençoe 😊

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